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26/11/2009 - NEY NERY RECEBE HOMENAGEM NA ACIP
Ex-presidente tem seu quadro exposto na galeria de ex-dirigentes da entidade.
 
 
 
 
    


28/4/2009 - PALESTRA COM SENEME NA ACIP

No início da noite de sexta-feira (24 de Abril), a sede da Associação Comercial e Industrial de Pirassununga (ACIP) – sob iniciativa da Secretaria Municipal de Esportes - recepcionou um dos árbitros mais prestigiados da atualidade do futebol brasileiro: o são-carlense Wilson Luiz Seneme.
Considerado um dos três melhores árbitros do país, junto com os gaúchos Carlos Eugênio Símon (que foi escolhido recentemente para apitar sua terceira Copa do Mundo seguida, 2002 na Ásia; 2006, na Alemanha; e agora em 2010, na África do Sul) e a “reveleção” Leandro Pedro Vuaden, Wilson Luiz Seneme é um pai de família com hábitos simples e com “poucos amigos”. Segundo ele próprio, sua dedicação à arbitragem faz com que tenha uma vida mais reservada e faz questão de manter-se alheio às polêmicas geradas pelo futebol profissional.
Nas suas considerações iniciais na palestra proferida no salão da ACIP, Seneme – que estava há 48 horas da primeira decisão da final do Paulistão, na Vila Belmiro, entre Santos e Corinthians – mostrou-se muito tranquilo e concentrado e, diferente de sua postura mais reservada, aceitou até comentar alguns lances polêmicos ocorridos nas semifinais do certame, em partidas que envolveram os quatro grandes: Palmeiras x Santos e São Paulo x Corinthians.
Pelos menos 60 desportistas, entre árbitros e assistentes, dirigentes esportivos, técnicos, atletas, autoridades municipais e imprensa estiveram presentes no evento, e elogiaram a conduta correta e didática do árbitro que defendeu a profissionalização e até punições, se preciso, aos árbitros e assistentes de futebol. “É quase certo que minha geração não vai conseguir atuar de forma profissionalizada, mas toda a classe espera que se adote o procedimento”, ponderou, após responder a uma pergunta da plateia. “Também sou favorável que haja punições, se comprovadamente ocorridas, aos árbitros e assistentes, pois também fazem parte do espetáculo”, comentou, sem titubear.
▪ Currículo – Árbitro profissional há 16 anos, 12 deles apitando jogos de 1ª divisão, ganhou notoriedade no futebol brasileiro por seu profissionalismo e comportamento exemplar dentro e fora de campo, Seneme se diz rígido “ao extremo” pela conduta correta e, por isso, apresenta em seu currículo de bons serviços, a direção de várias finais do Campeonato Paulista, desde 2006, e atuações elogiadas nos Campeonatos Brasileiro (séries A e B) e na Copa Libertadores da América.
Ao defender a profissionalização dos árbitros, reconhece que a categoria não é unida, e defende que haja pré-temporada, como se realiza na Federação Paulista de Futebol (FPF) nos últimos dez anos, para que o trio de árbitros tenham um desempenho sempre bom nas partidas.
Num questionamento da plateia, Seneme considera que a maioria dos árbitros possuem uma boa preparação psicológica e seguem a conduta de aplicar as 17 regras do esporte. Sem polemizar, o árbitro ratificou que, para ter o trabalho reconhecido e com credibilidade, os árbitros, dirigentes, atletas e técnicos precisam refletir sempre quando erram “para manter a atratividade do espeáculo”. “Sempre faço um ‘exame de consciência’ quando erro, e procuro não repetir os erros. Sempre ouço críticas conceituadas, sem se tornar uma neurose. É assim que me preparo para ser sempre discreto nas partidas, o que reflete positivamente na avaliação”, ensina.
Antes do intervalo, Seneme aproveitou para confirmar que considera positiva a adoção de “interferências externas”, como o ponto eletrônico, se bem usados pelos árbitros, para evitar pôlemicas maiores no esporte.
Revelou que não tem um time de coração e, por isso, o auxilia nas suas atuações no futebol. “A maioria dos árbitros devem ter suas preferências. Mas como gosto do ofício, podem acreditar, não tenho nenhuma simpatia por time A ou B”, reiterou.
▪ Regras – Para não tornar cansativa sua palestra, após o questionamento feito pela plateia, mostrou um rápido vídeo da Fifa sobre a arbitragem e antecipou que estará no segundo semestre deste ano em Pirassununga, para ministrar um curso de arbitragem, ainda sem data definida.
Reservou a última parte da palestra para explicar a atuação da arbitragem central e assistentes, procedimentos instantâneos, e algumas regras mais polêmicas, como a regra 12 da modalidade que, entre outras condutas, explica as situações de gol, como ‘mão na bola e bola na mão’, impedimento e advertência aos atletas ou técnicos.

 
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